Investir no e-commerce não é mais uma opção para a indústria de bens de consumo

15 outubro - 2018
3 mins

O e-commerce já movimenta quase 900 trilhões de dólares por ano apenas nos Estados Unidos! Em alguns países europeus, como a Inglaterra, esse mercado já representa 14% de total das vendas do varejo.

Então, caso você ainda não tenha notado, o comércio eletrônico está revolucionando a indústria mais do que qualquer outra coisa. Até 2020, estima-se que 14,6% das vendas globais do varejo já sejam feitas através de plataformas digitais.

E quando falamos em produtos de bens de consumo de alto giro a transformação é evidente: a previsão é que o faturamento desse mercado chegue a 150 bilhões de dólares até 2025.

Esses resultados impressionantes mostram que o comportamento de compra das pessoas está migrando das lojas físicas para os serviços digitais. Portanto, o e-commerce está se tornando uma parcela cada vez mais significativa no crescimento total de empresas do ramo de alimentos e bebidas.

Sendo assim, estruturar a operação de vendas online deixou de ser uma opção. Hoje, investir no e-commerce se tornou algo crítico para empresas de bens de consumo manterem suas lideranças e, pelo menos, o seu market share.

Por que grandes marcas estão investindo muito no e-commerce?

Ainda é comum o questionamento sobre investir no e-commerce, já que esse mercado representa pouco no total de vendas e é bem inferior às lojas físicas. Mas então, por que grandes empresas como Nestlé, P&G e Unilever estão investindo pesado nessa área? Listamos alguns motivos, confira!

1. Mudança no hábito de consumo das pessoas

Dispositivos mobile como smartphones e tablets mudaram os hábitos de consumo em praticamente todos os tipos de compras.

Smartphones e tablets estão tornando a vida dos consumidores muito mais prática. Eles entregam praticamente qualquer informação necessária sobre os produtos, em qualquer lugar e instantaneamente através da internet.

Esses dispositivos já estão presentes em quase toda a população brasileira. Atualmente, a média é de um smartphone por habitante no país. Isso justifica porque mais de 64% de todas as transações globais do varejo já são influenciadas por conteúdo digital, segundo a Deloitte.

Portanto, as grandes marcas de bens de consumo já perceberam essa mudança no comportamento dos consumidores. Então, estão realmente investindo em e-commerce e estão buscando oferecer melhores experiências de compra online – seja no desktop ou no mobile.

2. Os concorrentes estão no e-commerce

Invista no seu espaço no mercado antes que seja tarde demais.

No começo de 2017, a Berkshire Hathaway, uma das maiores holders do mundo e controlada pelo megainvestidor Warren Buffett, vendeu US$ 2 bilhões de suas ações do Walmart.

Quando Buffett resolve se retirar de um negócio, esse nunca é um bom sinal. Nesse caso, o que aconteceu foi que, desde o final de 2014, as ações do Walmart caíram 21%. Enquanto isso, as da Amazon cresceram 119%.

Segundo o ex CEO do Walmart, Mike Duke, seu maior arrependimento como principal executivo do Walmart foi não ter investido mais no e-commerce para conseguir ser mais competitivo frente à Amazon.

“I wish we had moved faster. We’ve proven ourselves to be successful in many areas, and I simply wonder why we didn’t move more quickly. This is especially true for e-commerce”

Esse depoimento foi dado em 2012!

Desde então o Walmart percebeu que o e-commerce não é mais uma tendência, e sim, uma realidade.

Em 2015, o grupo investiu bilhões de dólares na operação do e-commerce, aumentando suas vendas para US$ 13 bilhões. No entanto, nesse mesmo período a Amazon faturou US$ 107 bilhões.

Com essa perda de market share, Buffett preferiu vender suas ações porque sabe quão difícil e caro será para o Walmart reconquistar seu espaço no varejo frente à Amazon.

O mesmo aconteceu no México, onde o Walmart ainda está correndo atrás, e muito, do líder de vendas no país: MercadoLibre.

Portanto, se você não investir em e-commerce logo, acabará sendo engolido pelos seus concorrentes.

Conclusão

O cenário atual comprova que as pessoas estão consumindo qualquer tipo de produto pela internet, com uma curva de crescimento especialmente acelerada para produtos de bens de consumo.

Grande parte das empresas ainda possuem muita resistência a mudanças de paradigmas e continuam resistindo ao posicionamento de marca estratégico no e-commerce.

Então, não se espante se uma dessas empresas, que você deve conhecer, estiver presente em artigos como o do Walmart em alguns anos.

Enquanto isso, empresas mais dinâmicas e com visões estratégicas, já estão construindo (ou o farão em breve) toda uma operação voltada ao mercado digital. Essas serão as empresas que conquistarão market share e que, em poucos anos, estarão como a Amazon, faturando algumas vezes mais que seus principais concorrentes.

Com esse post, você já sabe da importância de investir no e-commerce para a indústria de bens de consumo. Agora, é hora de saber como fazer isso na prática. Então, descubra: Como monitorar vendas e concorrentes nos e-commerces de forma estratégica? Confira!

Especialista em Trade marketing Digital na startup Lett. Atua na área de produto e marketing, criando estratégias que ajudam marcas e varejistas a construírem pontos de vendas digitais perfeitos.

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