O consumidor brasileiro nunca esteve tão omnichannel. A ida à loja física continua sendo uma etapa relevante para validação de informações, tamanho, textura, fragrância, experiência, funcionalidade, mas é no digital que a comparação acontece, e muitas vezes é lá que a compra se concretiza.
A jornada deixou de ser linear: ela se fragmentou, alternando entre loja física, smartphone, portal de comparação e PDPs de varejo. Esse comportamento híbrido consolidou o showrooming como parte definitiva do processo de decisão no Brasil.
E os números comprovam essa mudança:
- 42% dos consumidores pesquisam produtos no smartphone enquanto estão na loja física. (Fonte)
- 45% fazem uma busca online antes de concluir uma compra presencial. (Fonte)
- 53% fazem o movimento inverso: avaliam o produto presencialmente e finalizam a compra online.
Essa alternância impacta diretamente categorias com grande variedade e alta competição, alimentos e bebidas, higiene e beleza, OTC/farma e eletrônicos, onde o consumidor busca segurança, avaliações e a melhor relação preço–benefício antes de decidir.
O papel da loja física no showrooming
Para muitos consumidores, a loja física funciona como o último estágio de confiança. É ali que o shopper confirma aquilo que o digital não entrega por completo: sensorialidade, tamanho real, peso, detalhes de embalagem e demonstrações.
Mas é no digital que a decisão final acontece.
Quando a indústria não integra essas duas etapas, perde previsibilidade e impacto no momento mais crítico da jornada. O resultado é:
- queda de conversão no ambiente físico
- dificuldade de entender padrões de compra
- fuga para varejistas com melhor execução
- perda de relevância no instante da decisão
- ruptura da jornada omnichannel da marca
Por que isso importa para as indústrias?

Como transformar showrooming em vantagem competitiva
O showrooming não é um problema em si. Ele se torna um desafio apenas quando as marcas não estão preparadas para capturar a venda no digital.
1. Garantir uma presença online forte e atualizada
Se mais da metade dos consumidores vê o produto presencialmente e compra online, a PDP precisa estar impecável:
- descrições completas;
- fotos múltiplas;
- informações técnicas;
- SEO;
- disponibilidade;
- preço competitivo nos principais varejistas.
2. Usar dados da jornada para reduzir fuga
Com 42% dos consumidores pesquisando no smartphone dentro da loja, a marca precisa garantir:
- bom posicionamento orgânico
- landing pages otimizadas
- vitrines completas com avaliações, vídeos e comparações
- comunicação clara de benefícios
Esses elementos reduzem incerteza e ajudam a manter o shopper dentro do ecossistema da marca.
3. Fortalecer o omnichannel com varejistas estratégicos
O showrooming não precisa competir com o PDV físico, desde que a marca alinhe presença digital, participe de vitrines relevantes e garanta consistência em conteúdo, preço e disponibilidade.
4. Usar disponibilidade e logística como vantagem
O consumidor migra rapidamente para o online quando encontra:
- melhor preço;
- entrega mais rápida;
- retirada local ou uma condição específica de conveniência.
Integrar estoques, promoções e informações logísticas ajuda a manter a jornada fluida entre os dois ambientes.
A nova disputa é pela escolha final, não pelo canal
O consumidor não é online ou offline, ele é omnichannel. A jornada acontece em camadas, e a escolha pode mudar a qualquer momento.
Marcas líderes não tratam o showrooming como perda, mas como oportunidade de capturar o momento de decisão. O ponto decisivo está na execução digital: PDPs sólidas, dados integrados, SEO bem estruturado, disponibilidade, conteúdo padronizado e presença forte nos varejistas estratégicos.
A Lett apoia indústrias nesse movimento, garantindo consistência entre os mundos físico e digital e ajudando marcas a transformar pesquisas em loja física em conversão efetiva no e-commerce.
Fale com nossos especialistas e acelere sua execução digital.





