Por que algumas indústrias decolam no e-commerce e outras não?

Bookmark(0)
4 mins

O e-commerce há alguns anos tem gerado bastante interesse em muitos consumidores e consequentemente em marcas e varejistas. Portanto, nesse momento, ele já tem mais representatividade se tratando de faturamento das marcas.

Entre abril e junho, o varejo digital conseguiu o melhor resultado da sua história com um faturamento de R$ 33 bilhões, valor que representa um crescimento nominal de 104,2% se comparado ao mesmo período de 2019. 

Porém, nem todas as marcas e varejos já se encontram efetivamente presentes no meio digital. Ou seja, apesar de terem sites e redes sociais, elas não conseguem obter bons resultados. 

Dessa forma, para gerar insights sobre um caminho mais assertivo, explicamos 5 padrões de comportamento das indústrias que estão obtendo êxito no e-commerce, que são:

  • Equipe;
  • Missão de compra;
  • Engajamento do time comercial;
  • Conteúdo digital;
  • Presença.

Recomendamos a leitura para você que:

  • Já tem conhecimento prévio em Trade Marketing Digital. Caso ainda não tenha, não se preocupe, você pode ler mais sobre o assunto aqui
  • Precisa organizar e conduzir as operações no e-commerce;
  • Sabe da importância do e-commerce e enxerga potencial de melhoria na indústria onde trabalha.

Padrões de comportamento

Primeiramente, é preciso ressaltar que existem inúmeras maneiras de ter bons resultados no e-commerce. Portanto, não é o objetivo deste artigo, criar uma receita de sucesso da sua estratégia.

Porém, ao acompanhar os profissionais de marcas que estão obtendo excelentes resultados, é possível identificar padrões de comportamentos que otimizam a execução de diversas etapas do mercado digital.

1. Equipe 

Muitas dessas indústrias têm por trás da operação, pessoas esforçadas e antenadas nas tendências, estratégias, que sabem utilizar os dados a seu favor, buscam engajar outras áreas e superam as expectativas dos clientes.

Não apenas isso, mas como ponto fora da curva, todas elas ou receberam apoio da diretoria ou a cultura da empresa já enxergava a operação digital como fundamental e, como consequência, o projeto ganhou mais relevância dentro da organização.

E isso já diz tudo, inclusive leva ao segundo padrão: buscar entender a missão de compra dentro de cada varejo.

2. Missão de compra

Entender como é a experiência de compra dentro de cada varejo é fundamental para definir qual o mix ideal e como os seus produtos serão vendidos. E isso está intimamente relacionado a conveniência.

Sabe-se que 81% dos consumidores pesquisam em vários sites antes de efetuar uma compra, por isso é necessário o mapeamento de oportunidades para não perder vendas para os concorrentes. 

Ou seja, existem diferentes plataformas disponíveis e o seu consumidor comporta-se de formas diferentes em cada uma delas. Por isso, é importante levar em conta: ticket médio, pedido mínimo, regras do frete, tempo de entrega.

Entenda como o consumidor se comporta nesses três exemplo:

  • Rappi: entrega imediata e geralmente quer comprar itens pontuais.
  • Pão de Açúcar: frete curto para uma cesta de itens maior com o intuito de repor estoque.
  • Magalu: frete mais barato, valoriza muito o preço dos itens e muitas vezes entra e compra por oportunidade (“nem queria comprar, mas vale tanto a pena…”)

Entender o consumidor, adaptar a forma como disponibiliza seus produtos e buscar as parcerias corretas é algo que quem faz, destaca-se.

Com uma equipe engajada, um mix adaptado, chegamos no terceiro padrão: engajamento do time comercial.

3. Engajamento do time comercial

Esse ponto está intimamente relacionado ao acompanhamento das métricas de disponibilidade, já que se o produto não estiver disponível ele não será vendido, simples assim.

Indústrias que estão decolando no e-commerce tem iniciativas fortes para tentar engajar o time comercial e isso envolve sessões de treinamento, relatórios de acompanhamento de metas e viabilização das atividades para facilitar o acesso às informações.

Mas, para a equipe comercial conseguir ter resultados expressivos de venda é crucial que o conteúdo digital esteja atualizado.

4. Conteúdo digital

Independente da forma como são divididas as áreas internamente é um padrão ter um responsável dentro da empresa para acompanhar a qualidade do conteúdo nos e-commerces.

Ou seja, garantir que as imagens estejam atualizadas, as descrições e títulos completos e que o consumidor tenha acesso a todas as informações para sentir-se SEGURO para tomar uma decisão de compra.

Isso faz sentido quando notamos que 98,6% dos brasileiros pesquisam sobre os produtos antes de efetuar uma compra online. 

E essa análise além de importante é muito desafiadora.

Existem muitas páginas dos seus produtos ativas em diversas plataformas e é uma atividade não escalável acompanhar item por item, ainda mais sabendo que o catálogo é atualizado de tempos em tempos (dependendo da estratégia da empresa).

Para entender como automatizar essa operação você pode obter mais informações clicando aqui

De forma geral, as indústrias que estão destacando-se no e-commerce colocam a experiência do e-shopper em primeiro lugar e preocupam-se com os vários formatos de conteúdo disponíveis e com os canais que estará presente, o que nos leva ao quinto e último padrão: presença.

5. Presença

Essas indústrias conversam com o consumidor na mesma linguagem, estão presentes nos mesmos canais, trocam experiências e conectam-se de forma única.

E nós, enquanto clientes, esperamos das marcas posicionamentos firmes e isso faz com que criemos laços e voltemos para comprar mais, divulgar e sermos promotores.

Ou seja, as estratégias de marketing vem para dar ainda mais força ao Flywheel do E-commerce.

Ecommerce Flywheel é um framework utilizado como norteador que leva em conta KPIs básicos que precisam sempre ser acompanhados para ter bons resultados no e-commerce. Nesse texto explico com mais detalhes.

Inclusive, para saber mais sobre como direcionar seus consumidores para as melhores ofertas de e-commerce e simplificar a jornada do shopper recomendo o 2Buy para marcas.

Por fim, não tem fim

Esse texto pode ser usado como forma de check list, consulta ou até norteador de uma apresentação para você que precisa defender a importância do e-commerce internamente. Porém, por ser um mercado muito dinâmico e novo não é possível entregar exatamente uma receita de sucesso, é preferível trazer grandes insights. 

Cada indústria tem uma individualidade que merece um diagnóstico para entender qual deve ser o primeiro passo. Então, se você não souber por onde começar, fale com a gente! Basta clicar aqui que em breve nosso time de consultores entrará em contato com você. 

 

Paulista com o coração amineirado, sempre on the road, seja para viajar, trabalhar ou correr meias maratonas. Vivo caçando e criando conteúdo.

Deixe um comentário

avatar
  Seguir  
Notificação de
4 mins
e-commerce quality index

EQI 2019: a qualidade do e-commerce no Brasil, Estados Unidos e América Latina.