China: mais de 45% dos consumidores farão compras por livestream até 2023

*Texto originalmente publicado em inglês no site E Marketer.

Mais de 320 milhões de pessoas na China efetuaram pelo menos uma compra por transmissão ao vivo (livestream) em 2021, de acordo com a última previsão do site eMarketer. Isso equivale a aproximadamente 186 milhões de pessoas a mais que em 2019. 

Quando comparado com o número total de compras online em 2021, esse número representa quase 39% dos consumidores digitais com 14 anos ou mais.

A previsão é de que haja um aumento de 30,2% no número de compradores de livestreams de e-commerce até o fim de 2021. 

E a tendência é que para o ano de 2022, o aumento seja de 13,5% e até o fim de 2023, mais de 45% dos consumidores digitais, com 14 anos ou mais, farão compras por live commerce

Entendendo o contexto global

A liderança global da China em vendas no e-commerce é resultado de sua enorme base de usuários da internet.

Embora a Índia seja quase tão grande quanto a China em termos de população, nenhum país chega perto de competir com os chineses em relação aos consumidores digitais. 

Os 983,7 milhões de usuários de internet da China e seus 824,5 milhões de compradores digitais impulsionaram seus o e-commerce mundial em 2021.

A grande questão é que o crescimento dos consumidores digitais da China está diminuindo drasticamente. 

Em 2020, quase um bilhão de pessoas estarão online, e 90,2% delas com, 14 anos ou mais, farão parte do e-commerce. Isso significa que será mais difícil para profissionais de marketing encontrar novos consumidores digitais nos próximos anos. A chave, agora, será focar onde os consumidores existentes já estão.

O impacto da Covid-19

Embora a China tenha mantido o vírus da Covid-19 sob controle desde meados de 2020, diversas restrições relacionadas à pandemia serviram para influenciar o comportamento do consumidor de maneira duradoura.

Os protocolos de distanciamento social e o nervosismo em relação às compras de forma tradicional criaram as condições ideais para compradores aderirem a novas opções, como as lives.

No ano de 2020, consumidores procurando replicar a experiência de estar nas lojas – inclusive interações com vendedores e visões realistas dos produtos – encontraram o que buscavam em canais de livestream e, este ano, estão aderindo a esse modo de compra de forma bem consistente. 

Consumidores de e-commerce por lives. Fonte: eMarketer, maio de 2021.

A previsão é de que, até 2025, 415,1 milhões de pessoas comprem de e-commerces através de livestreaming.

Mas as lives não são tendências somente na China. Grandes marcas brasileiras de bens de consumo, como a Ambev, também apostam nessa estratégia para vender mais no e-commerce, principalmente em relação aos super apps, como Rappi. Inclusive, fizemos um webinar sobre esse assunto e os principais pontos discutidos, você encontra no conteúdo sobre tendências no e-commerce entre Ambev e Rappi, confira!

Patrícia Pinheiro

Formada em Marketing, ama jogar flag football, aprender coisas novas e compartilhar conhecimentos com todos ao seu redor.

Compartilhe

3 2 votos
Article Rating
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Compartilhe

Posts relacionados

E-commerce em 2026: o que muda, o que permanece e como se destacar

Em 2026, crescer no e-commerce será cada vez mais sobre executar melhor. Neste infográfico, a Lett apresenta os principais movimentos que estão redefinindo o digital, IA na operação, social commerce, omnichannel, novos formatos de busca e a importância da disponibilidade e da jornada para a conversão. Um panorama visual para quem quer se preparar para um e-commerce mais exigente.

Leia mais →

Showrooming no Brasil: como transformar pesquisa em loja física em vendas no e-commerce

O showrooming no Brasil já faz parte da jornada de compra omnichannel. Consumidores pesquisam, comparam e validam produtos na loja física, mas finalizam cada vez mais decisões no digital. Neste artigo, analisamos como o showrooming no Brasil impacta categorias como alimentos e bebidas, higiene e beleza, farma e eletro, e como marcas podem transformar esse comportamento em vantagem competitiva por meio de execução digital, conteúdo consistente, disponibilidade e integração entre canais.

Leia mais →